É assim que eu ouso iniciar este texto... Proferindo, pois, estas mesmas palavras de Cristo, enquanto pregado à Cruz, procurarei de modo, o mais proeminente, afirmar a relação entre a maternidade mariana e a maternidade das mulheres e o quanto estão estritamente unidas uma a outra.
Com efeito, Deus quis que, da mesma maneira que uma mulher, ou seja, Eva, contribuiu para a morte, a partir da aceitação daquela que estava predestinada a ser a Mãe de Seu Filho, a mulher também contribuísse para a vida. Nossa Senhora, portanto, surge como um novo modelo de mulher para todas as mulheres, pois na figura de Maria Santíssima, vemos mais facilmente que a mulher “não foi feita para sofrer, mas para provar a vida no que ela tem de bonito e desafiador”, porque nada mostra tão eficazmente a dignidade do ser mulher, do que a grandeza e a feminilidade de Maria, e nos faz reconhecer a sutil firmeza, a doçura, a ternura e solicitude que lhes são próprias, ao ponto de expressar exatamente o que diz o Beato Henrique Suso: “tenho por costume honrar e venerar todas as mulheres, porque todas recordam ao meu coração a poderosa Rainha dos céus, a Mãe de meu Deus, a quem tão obrigado estou ”. Entretanto, é nessa ação de transpor desafios que, sempre, encontraremos Maria como Aquela que, de modo ímpar, assume na sua maternidade biológica a maternidade espiritual que Jesus, seu Filho, lhe confere ao dizer ao discípulo: “eis aí a tua Mãe!” e que, de acordo com o Bem-Aventurado, Papa João Paulo II “exprime-se em todos os setores da difusão da graça, de modo particular no quadro das relações pessoais. Trata-se de duas maternidades inseparáveis: com efeito, ambas fazem reconhecer o mesmo amor divino que deseja comunicar-se aos homens” .
Em suma, acredito que Maria, a nova Eva, viveu tal condição até o fim: sim! Porque foi justamente lá, aos pés da Cruz, quando tudo parecia ser fim, que Ela em profunda comunhão com o seu Filho, desempenhou um dos mais belos exemplos de amor gerador de vida que uma mãe é capaz: no momento mais crítico, Ela não O reteve, mas ao contrário, num humilde gesto, contribuiu para um novo começo ao abrir o seu regaço acolhedor à humanidade do discípulo, do filho que se questiona: “e agora, a quem iremos, Senhor? Ela acolhe o mandato do Senhor: “eis aí o teu filho!”e, ao mesmo tempo, doando-nos plenamente a nós o que ela tem de mais precioso, demonstra valores de significativo heroísmo maternal, talvez com a mesma intensidade e convicção daquele momento em que ela pronunciara o seu Sim, como nos lembra a música: “Não temas doce anjo do Senhor, escuta o que agora eu vou falar! Sorri, vai ao céu anunciar: sim, eu serei a mãe do Salvador”. Ir. Gilson Feliciano, s.v.
Lembramos:
Hoje, dia 8 de maio, comemoramos o aniversário do nosso querido Irmão Santos, s.v.
Agradeçamos a Deus pelo dom da Vida dos nossos irmãos!!!!!!!
Pe. Le Prevost nos diz:
"A graça superabundou em Maria, certamente devido à misericórdia gratuita de Deus, mas também por causa da fidelidade com que Maria soube corresponder". (Sermões, p. 21)

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